O homem apalpava o dinheiro, amando cada ondulção da nota e a cada centimetro seu sentimento de ser rico aumentava. Seus olhos brilhavam ao contar cada nota da quantia que estava em sua mão, da qual séculos se passaram sem alcançar seus devidos dobrões, réis, cruzeiros e reais.
Diante de seus olhos o mar cantava sua canção, em seu pés a areia massageavá-os, em suas narinas o cheiro imergia. Entrava em êxtase profundo com tal cena pimosa das quais ele sempre sonhava.
Abruptamente, o mar foi trocado pela confusão do ônibus, a musica pelo alvoroto do trânsito, a massagem pelas dores nas costas e o cheiro pela poluição. Agora diante de seus olhos havia um rapaz impaciente, querendo que liberasse a catraca para ele. A cada instante o dinheiro perdia seu aveludado, sua maciez juntamente o poder que o simples cobrador tinha sobre ele se esvaia.
A cólera tomava o lugar da enlevação, o corolário foi a incessante procura de algo que nem ele sabia, apenas requeria seu sonhos. O que ele achou ? Os olhos calmos e serenos mostrando-lhe que entendia seu âmago.
Agradecimento: à Mariana por assessorar nas escolhas das palavras e o incentivo
e à Camila pelo fomento de criar esse blog !
domingo, 2 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário